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Coparticipação na Prática: Como Fica a Fatura de uma Família de Três ao Longo do Ano

Coparticipação de 30% no Bradesco: o que se paga por consulta, exame e pronto-socorro, o que não tem copagamento, e quando o desconto na mensalidade compensa.

Como funciona a coparticipação na prática? No PME do Bradesco Saúde, a versão com coparticipação tem mensalidade menor e cobra do segurado uma parte do valor de referência de cada consulta, exame, terapia e atendimento em pronto-socorro que ele usa; a parte é um percentual fixo do contrato, com teto por evento. Internação, cirurgia, parto e quimioterapia não têm coparticipação na regra geral do contrato. O valor usado aparece no boleto do mês seguinte ao atendimento, somado à mensalidade. A regra completa, o percentual vigente e a calculadora de "compensa ou não" estão em coparticipação do Bradesco Saúde; a diferença de mensalidade entre com e sem coparticipação, por família, sai no simulador de preços.

Este guia segue uma família de três pessoas por doze meses, evento a evento, para mostrar onde a coparticipação aparece, onde não aparece, como fica a fatura em um mês calmo e em um mês de pronto-socorro, e a regra de bolso para decidir.

Bradesco SaúdeCorretora autorizada Bradesco Saúde

O que tem copagamento
consulta, exame, PSe terapias ambulatoriais
O que não tem
internação e cirurgiaparto, quimio, hemodiálise
Percentual
fixo no contratosobre o valor de referência, com teto
Quando cobra
boleto seguintejunto com a mensalidade
Limite legal
não pode inviabilizarnem ser 100% do procedimento
Decisão
pelo uso realcalculadora na página dona
A mecânica

O que Gera Copagamento, o que Não Gera e Como Aparece no Boleto

Coparticipação no contrato PME: evento por evento
EventoGera copagamento?Como é cobrado
Consulta em consultório (qualquer especialidade)SimPercentual sobre o valor de referência da consulta, no boleto seguinte
Exame laboratorial ou de imagemSimPercentual sobre cada exame; vários exames no mesmo pedido somam
Sessão de psicologia, fisioterapia, fonoSimPercentual por sessão; tratamento semanal gera 4 ou 5 cobranças por mês
Pronto-socorro sem internaçãoSimPercentual sobre o atendimento, com teto por evento
Pronto-socorro que vira internaçãoNãoA internação absorve o atendimento
Internação clínica ou cirúrgicaNãoSem copagamento, inclusive exames feitos internado
PartoNãoInternação obstétrica sem copagamento
Quimioterapia, radioterapia, hemodiáliseNãoTerapias de alto custo sem copagamento na regra geral
Internação psiquiátrica a partir do 31º dia/anoPodeÚnica coparticipação em internação permitida, se prevista no contrato

A cobrança nunca é na recepção: o segurado não paga nada ao prestador. A operadora apura o uso do mês e lança no boleto da empresa (no PME, o boleto é do CNPJ) com a descrição por beneficiário. A empresa decide se repassa ao funcionário ou absorve. No PME de sócios, é a própria família pagando.

Limites legais: a coparticipação não pode ser de 100% do procedimento nem funcionar como fator restritivo severo ao uso (Resolução CONSU 8/1998). O contrato fixa percentual e teto por evento; o percentual vigente da tabela publicada está em coparticipação.

Um ano de uma família

Uma Família de Três, Doze Meses, Evento a Evento

Pai, mãe e uma criança de 6 anos, com uso típico. Sem valores: o que importa é ver onde a coparticipação aparece.

Uso de uma família de três pessoas ao longo de um ano e o que gera copagamento
MêsO que aconteceuCopagamento no boleto seguinte
JaneiroPediatra de rotina; check-up da mãe (consulta + 6 exames de sangue)Sim: 2 consultas e 6 exames
FevereiroNadaNenhum
MarçoCriança com febre: pronto-socorro, liberada em 4 horasSim: 1 atendimento de PS (com teto)
AbrilPai inicia fisioterapia para o ombro: 8 sessõesSim: 8 sessões
MaioMais 8 sessões de fisioterapia; ortopedista de retornoSim: 8 sessões e 1 consulta
JunhoNadaNenhum
JulhoMãe com dor abdominal: PS, exames, internada para apendicectomia (2 dias)Não: a internação absorve o PS e os exames
AgostoRetorno pós-cirúrgicoSim: 1 consulta
SetembroOftalmologista da criança; dermatologista do paiSim: 2 consultas
OutubroNadaNenhum
NovembroGinecologista + preventivo + ultrassomSim: 1 consulta e 2 exames
DezembroNadaNenhum

Lendo a tabela: em cinco dos doze meses não houve copagamento. O mês mais caro em uso (julho, com cirurgia) não gerou copagamento nenhum, porque internação não tem. Os meses que pesaram foram os de fisioterapia (abril e maio), porque sessão repetida é o que mais acumula. É o padrão geral: coparticipação pesa em tratamento contínuo ambulatorial, não em evento grave.

Agora a comparação: a família sem coparticipação pagou a mensalidade cheia nos doze meses e nada por uso. A família com coparticipação pagou a mensalidade reduzida nos doze meses e o copagamento em sete meses. Se a soma dos copagamentos do ano ficou abaixo da soma das doze diferenças de mensalidade, a coparticipação compensou. Para esta família, com dois blocos de fisioterapia e sem tratamento semanal permanente, o padrão da tabela publicada costuma favorecer a coparticipação; a conta exata, com os valores vigentes e as idades reais, é a da calculadora em coparticipação, e a diferença de mensalidade para a sua família sai no simulador.

Regra de bolso

A Regra de Bolso: Quando a Coparticipação Compensa e Quando Não

Compensa quando

  • a família usa consultas e exames de forma eventual (prevenção anual, uma ou duas idas ao PS por ano);
  • o risco que você quer cobrir é o grave (internação, cirurgia, câncer), que não tem copagamento;
  • o grupo é grande e jovem, com uso baixo por pessoa.

Não compensa quando

  • alguém faz tratamento semanal contínuo (psicoterapia, fisioterapia prolongada, fono, terapias de TEA);
  • há doença crônica com consultas e exames mensais (diabetes descompensado, cardiopatia em ajuste);
  • há criança pequena em fase de muitas idas ao pediatra e ao PS.

Zona cinzenta

Gestação: pré-natal gera copagamento (consultas mensais e exames), o parto não. Em geral a coparticipação ainda compensa, mas a conta precisa ser feita no simulador com as idades reais.

O que não muda

Rede, cobertura, carência e reembolso são os mesmos com ou sem coparticipação na mesma linha. A escolha é só financeira. Compare as linhas em planos.

Na empresa

No PME: Quem Paga a Coparticipação, a Empresa ou o Funcionário?

A coparticipação é lançada no boleto do CNPJ, por beneficiário. A empresa decide se desconta do funcionário em folha (o que exige previsão em acordo ou política de benefícios e respeito ao limite de descontos) ou se absorve como custo. Muitas PMEs adotam a coparticipação justamente para dividir o custo do uso com o funcionário e manter a mensalidade do benefício mais baixa; outras absorvem para simplificar.

Para a empresa, o efeito indireto importa: coparticipação reduz uso desnecessário e, com isso, a sinistralidade do contrato, que é a base do reajuste anual. O guia reajuste anual do plano coletivo explica essa ligação; as regras de contratação da empresa estão em plano empresarial Bradesco.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

O que é coparticipação no plano de saúde Bradesco?

É a modalidade em que a mensalidade é menor e o segurado paga uma parte (percentual fixo do contrato, com teto por evento) do valor de referência de cada consulta, exame, terapia e atendimento em pronto-socorro que usa. Internação, cirurgia e parto não têm copagamento.

Internação tem coparticipação?

Não, na regra geral do contrato PME. Inclui cirurgia, parto, quimioterapia e os exames feitos durante a internação. A única exceção permitida é a internação psiquiátrica a partir do 31º dia por ano, se prevista.

Como a coparticipação é cobrada?

Nunca na recepção. A operadora apura o uso e lança no boleto do mês seguinte, junto com a mensalidade, com a descrição por beneficiário.

Qual é o percentual da coparticipação do Bradesco Saúde?

É fixo no contrato, aplicado sobre o valor de referência de cada evento, com teto. O percentual da tabela publicada neste site e a calculadora estão na página de coparticipação.

Coparticipação vale a pena para quem faz terapia toda semana?

Em geral não: sessão repetida é o que mais acumula copagamento. Para tratamento semanal contínuo, a versão sem coparticipação costuma sair mais barata no total do ano.

Com coparticipação a cobertura é menor?

Não. Rede, cobertura, carência e reembolso são iguais na mesma linha. A diferença é só na forma de pagar.

A empresa pode descontar a coparticipação do funcionário?

Pode, com previsão em acordo ou política de benefícios e respeitando os limites de desconto em folha. Muitas absorvem como custo. É decisão da empresa.

Páginas donas

Páginas que Este Guia Aprofunda

Este artigo é apoio. A resposta completa, com dados conferidos na fonte e atualizados a cada rodada, está nas páginas abaixo.

Coparticipação Bradesco Saúde

Como funciona o copagamento de 30%, quanto a mensalidade cai e quando compensa.

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Fontes e metodologia

Limites da coparticipação (não pode ser integral nem restritiva ao uso): Resolução CONSU 8/1998 e RN 465/2021 (coparticipação em internação psiquiátrica). Eventos com e sem copagamento, percentual e teto: contrato PME do Bradesco Saúde, publicado em /coparticipacao/ e conferido com a fonte. A família da seção "um ano" é ilustrativa; os valores vigentes estão na calculadora da página dona e no simulador. Este guia não publica preço: valores ficam em /tabela-de-precos/ e no simulador, com o selo de data e fonte. Responsável técnica: Sara Souza, SUSEP nº 201046889. Publicado em 02/11/2026.

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