O que Gera Copagamento, o que Não Gera e Como Aparece no Boleto
| Evento | Gera copagamento? | Como é cobrado |
|---|---|---|
| Consulta em consultório (qualquer especialidade) | Sim | Percentual sobre o valor de referência da consulta, no boleto seguinte |
| Exame laboratorial ou de imagem | Sim | Percentual sobre cada exame; vários exames no mesmo pedido somam |
| Sessão de psicologia, fisioterapia, fono | Sim | Percentual por sessão; tratamento semanal gera 4 ou 5 cobranças por mês |
| Pronto-socorro sem internação | Sim | Percentual sobre o atendimento, com teto por evento |
| Pronto-socorro que vira internação | Não | A internação absorve o atendimento |
| Internação clínica ou cirúrgica | Não | Sem copagamento, inclusive exames feitos internado |
| Parto | Não | Internação obstétrica sem copagamento |
| Quimioterapia, radioterapia, hemodiálise | Não | Terapias de alto custo sem copagamento na regra geral |
| Internação psiquiátrica a partir do 31º dia/ano | Pode | Única coparticipação em internação permitida, se prevista no contrato |
A cobrança nunca é na recepção: o segurado não paga nada ao prestador. A operadora apura o uso do mês e lança no boleto da empresa (no PME, o boleto é do CNPJ) com a descrição por beneficiário. A empresa decide se repassa ao funcionário ou absorve. No PME de sócios, é a própria família pagando.
Limites legais: a coparticipação não pode ser de 100% do procedimento nem funcionar como fator restritivo severo ao uso (Resolução CONSU 8/1998). O contrato fixa percentual e teto por evento; o percentual vigente da tabela publicada está em coparticipação.
Uma Família de Três, Doze Meses, Evento a Evento
Pai, mãe e uma criança de 6 anos, com uso típico. Sem valores: o que importa é ver onde a coparticipação aparece.
| Mês | O que aconteceu | Copagamento no boleto seguinte |
|---|---|---|
| Janeiro | Pediatra de rotina; check-up da mãe (consulta + 6 exames de sangue) | Sim: 2 consultas e 6 exames |
| Fevereiro | Nada | Nenhum |
| Março | Criança com febre: pronto-socorro, liberada em 4 horas | Sim: 1 atendimento de PS (com teto) |
| Abril | Pai inicia fisioterapia para o ombro: 8 sessões | Sim: 8 sessões |
| Maio | Mais 8 sessões de fisioterapia; ortopedista de retorno | Sim: 8 sessões e 1 consulta |
| Junho | Nada | Nenhum |
| Julho | Mãe com dor abdominal: PS, exames, internada para apendicectomia (2 dias) | Não: a internação absorve o PS e os exames |
| Agosto | Retorno pós-cirúrgico | Sim: 1 consulta |
| Setembro | Oftalmologista da criança; dermatologista do pai | Sim: 2 consultas |
| Outubro | Nada | Nenhum |
| Novembro | Ginecologista + preventivo + ultrassom | Sim: 1 consulta e 2 exames |
| Dezembro | Nada | Nenhum |
Lendo a tabela: em cinco dos doze meses não houve copagamento. O mês mais caro em uso (julho, com cirurgia) não gerou copagamento nenhum, porque internação não tem. Os meses que pesaram foram os de fisioterapia (abril e maio), porque sessão repetida é o que mais acumula. É o padrão geral: coparticipação pesa em tratamento contínuo ambulatorial, não em evento grave.
Agora a comparação: a família sem coparticipação pagou a mensalidade cheia nos doze meses e nada por uso. A família com coparticipação pagou a mensalidade reduzida nos doze meses e o copagamento em sete meses. Se a soma dos copagamentos do ano ficou abaixo da soma das doze diferenças de mensalidade, a coparticipação compensou. Para esta família, com dois blocos de fisioterapia e sem tratamento semanal permanente, o padrão da tabela publicada costuma favorecer a coparticipação; a conta exata, com os valores vigentes e as idades reais, é a da calculadora em coparticipação, e a diferença de mensalidade para a sua família sai no simulador.
A Regra de Bolso: Quando a Coparticipação Compensa e Quando Não
Compensa quando
- a família usa consultas e exames de forma eventual (prevenção anual, uma ou duas idas ao PS por ano);
- o risco que você quer cobrir é o grave (internação, cirurgia, câncer), que não tem copagamento;
- o grupo é grande e jovem, com uso baixo por pessoa.
Não compensa quando
- alguém faz tratamento semanal contínuo (psicoterapia, fisioterapia prolongada, fono, terapias de TEA);
- há doença crônica com consultas e exames mensais (diabetes descompensado, cardiopatia em ajuste);
- há criança pequena em fase de muitas idas ao pediatra e ao PS.
Zona cinzenta
Gestação: pré-natal gera copagamento (consultas mensais e exames), o parto não. Em geral a coparticipação ainda compensa, mas a conta precisa ser feita no simulador com as idades reais.
O que não muda
Rede, cobertura, carência e reembolso são os mesmos com ou sem coparticipação na mesma linha. A escolha é só financeira. Compare as linhas em planos.
No PME: Quem Paga a Coparticipação, a Empresa ou o Funcionário?
A coparticipação é lançada no boleto do CNPJ, por beneficiário. A empresa decide se desconta do funcionário em folha (o que exige previsão em acordo ou política de benefícios e respeito ao limite de descontos) ou se absorve como custo. Muitas PMEs adotam a coparticipação justamente para dividir o custo do uso com o funcionário e manter a mensalidade do benefício mais baixa; outras absorvem para simplificar.
Para a empresa, o efeito indireto importa: coparticipação reduz uso desnecessário e, com isso, a sinistralidade do contrato, que é a base do reajuste anual. O guia reajuste anual do plano coletivo explica essa ligação; as regras de contratação da empresa estão em plano empresarial Bradesco.
Perguntas frequentes
O que é coparticipação no plano de saúde Bradesco?
É a modalidade em que a mensalidade é menor e o segurado paga uma parte (percentual fixo do contrato, com teto por evento) do valor de referência de cada consulta, exame, terapia e atendimento em pronto-socorro que usa. Internação, cirurgia e parto não têm copagamento.
Internação tem coparticipação?
Não, na regra geral do contrato PME. Inclui cirurgia, parto, quimioterapia e os exames feitos durante a internação. A única exceção permitida é a internação psiquiátrica a partir do 31º dia por ano, se prevista.
Como a coparticipação é cobrada?
Nunca na recepção. A operadora apura o uso e lança no boleto do mês seguinte, junto com a mensalidade, com a descrição por beneficiário.
Qual é o percentual da coparticipação do Bradesco Saúde?
É fixo no contrato, aplicado sobre o valor de referência de cada evento, com teto. O percentual da tabela publicada neste site e a calculadora estão na página de coparticipação.
Coparticipação vale a pena para quem faz terapia toda semana?
Em geral não: sessão repetida é o que mais acumula copagamento. Para tratamento semanal contínuo, a versão sem coparticipação costuma sair mais barata no total do ano.
Com coparticipação a cobertura é menor?
Não. Rede, cobertura, carência e reembolso são iguais na mesma linha. A diferença é só na forma de pagar.
A empresa pode descontar a coparticipação do funcionário?
Pode, com previsão em acordo ou política de benefícios e respeitando os limites de desconto em folha. Muitas absorvem como custo. É decisão da empresa.
Páginas que Este Guia Aprofunda
Este artigo é apoio. A resposta completa, com dados conferidos na fonte e atualizados a cada rodada, está nas páginas abaixo.
Coparticipação Bradesco Saúde
Como funciona o copagamento de 30%, quanto a mensalidade cai e quando compensa.
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Fontes e metodologia
Limites da coparticipação (não pode ser integral nem restritiva ao uso): Resolução CONSU 8/1998 e RN 465/2021 (coparticipação em internação psiquiátrica). Eventos com e sem copagamento, percentual e teto: contrato PME do Bradesco Saúde, publicado em /coparticipacao/ e conferido com a fonte. A família da seção "um ano" é ilustrativa; os valores vigentes estão na calculadora da página dona e no simulador. Este guia não publica preço: valores ficam em /tabela-de-precos/ e no simulador, com o selo de data e fonte. Responsável técnica: Sara Souza, SUSEP nº 201046889. Publicado em 02/11/2026.